Entender a diferença entre sujeito e predicado é essencial para quem está se preparando para o Enem e vestibulares. No artigo a seguir iremos apresentar as diferenças entre os dois.
Sujeito e predicado: conheça a diferença
Para entender a diferença entre sujeito e predicado é essencial conhecer os dois conceitos.
O que é sujeito de uma oração?
Numa oração, o sujeito é o ser de quem se diz algo. O verbo deve concordar em número e pessoa com ele. O sujeito nem sempre está no início da oração. Confira exemplos abaixo:
- Machado de Assis e José de Alencar são escritores importantes da literatura brasileira.
- Tocou no meio da reunião o celular.
- Às sete da manhã titio e titia foram à Igreja.
Identificando o sujeito, o restante da oração constitui o que chamamos de predicado.
Como extrair o núcleo do sujeito?
A palavra que apresenta maior importância semântica em relação às demais da oração é o chamado núcleo do sujeito. Através do núcleo podemos saber qual é o elemento sobre o qual é dito algo. Esse elemento se liga ao verbo e com ele concorda.
Em alguns casos, o núcleo é formado por mais de uma palavra. O núcleo do sujeito pode ser expresso por:
- Substantivo. Exemplo: “O cinema recebeu centenas de expectadores”. Núcleo: Cinema.
- Pronome substantivo. Exemplo: “Eles jantaram com o gerente”. Núcleo: Eles.
- Numeral substantivo. Exemplo: “Três completam a equipe”. Núcleo: Três.
- Palavra substantivada. Exemplo: “O amar é bonito”. Núcleo: amar.
Tipos de sujeito
A língua portuguesa possui cinco tipos de sujeitos, conheça mais sobre eles abaixo.
Sujeito simples
Sujeito que possui somente um núcleo que pode estar no singular ou no plural.
Exemplo: “Os irmãos compraram o carro”.
Núcleo: irmãos.
Sujeito composto
Nesse caso, há dois ou mais núcleos.
Exemplo: “Os mapas e as fotos compõem a base da pesquisa”.
Núcleos: mapas, fotos.
Sujeito oculto, elíptico ou desinencial
É o tipo de sujeito que não está expresso na oração, porém, pela flexão do verbo conseguimos identificá-lo.
Exemplo: “Escrevo esse relato sobre jardinagem.”
Núcleo: (eu), identificado pela desinência “-o” de “escrever”.
Exemplo: “Estávamos pensando a respeito”.
Núcleo: (nós), identificado pela desinência “-mos” de “estar”.
Sujeito indeterminado
É o sujeito que não podemos identificar na oração. A sua ocorrência se dá em duas situações:
- Verbo conjugado na terceira pessoa do plural e o contexto não possibilita a descoberta de quem é o sujeito.
- Verbo na terceira pessoa do singular com a justaposição ao pronome “se”, gerando o índice de indeterminação do sujeito.
Nesses casos, como podemos encontrar o núcleo do sujeito?
Exemplo: “Mandaram e-mail para confirmar a reunião amanhã”.
Núcleo: ?
Também podemos observar a seguinte situação:
Exemplo: “Precisa-se de contador com experiência”.
Núcleo: ?
“Se” como partícula apassivadora
É importante prestar atenção ao pronome “se”, pois a definição da função dele é o que permite saber se o sujeito é determinado ou não. Nos casos em que “se” funciona como partícula apassivadora existe um sujeito determinado na frase. A estrutura fica assim:
- Verbo na terceira pessoa do singular ou do plural;
- Pronome “se”;
- Um substantivo ou equivalente que não seja precedido por preposição;
- No caso da partícula apassivadora é possível transformar a oração para voz passiva analítica.
Exemplo: “Contou-se uma mentira.”
Observe que essa oração não tem preposição e pode ser colocada na voz passiva analítica, fica assim: “Foi contada uma mentira.”. Na voz passiva, um sujeito está determinado e ele é simples. Assim a análise desse exemplo fica assim:
- Contou: voz passiva sintética;
- Se: partícula apassivadora;
- Uma mentira: sujeito simples
“Se” como índice de indeterminação do sujeito
Quando “se” tem a função de índice de indeterminação do sujeito então temos a seguinte estrutura:
- Verbo conjugado na terceira pessoa do singular;
- Pronome “se”;
- Substantivo com preposição sem a possibilidade de colocar na voz passiva analítica.
Exemplo: “Falou-se do beijo”.
Essa oração não pode ser transformada na voz passiva. Sendo assim a análise desse exemplo fica assim:
- ?: sujeito indeterminado;
- Falou: verbo na voz ativa;
- Se: índice de indeterminação do sujeito
- Do beijo: objeto.
Inexistente ou oração sem sujeito
Nessa situação não há um elemento na oração ao qual o predicado se refira. Os verbos nesse caso são chamados de impessoais. Confira:
- Haver – com sentido de acontecer, existir ou indicativo de passagem de tempo;
- Ser – indicando tempo ou distância;
- Fazer – com sentido de passagem do tempo ou fenômeno da natureza;
- Verbos que indicam fenômenos da natureza.
Exemplos:
“Houve confusão durante o show”.
“É inverno no hemisfério Sul”.
“Faz seis meses que a vi”.
“Ventava muito naquela tarde”.
O que é o predicado de uma oração?
Em linhas gerais, predicado é o termo que informa algo sobre o sujeito e que está estrutura em torno de um verbo. Pode ser composto por um elemento nominal (substantivo, adjetivo, advérbio) ou verbal. Confira exemplos:
- “O reitor reúne-se com os professores nesta tarde”.
- “Meus primos estavam tristes”.
- “Carolina começou nervosa a palestra”.
Numa oração impessoal (sem sujeito), o predicado é a expressão absoluta de um fato. Nesse caso, o verbo é conjugado na terceira pessoa, confira:
- “Já é 5 horas da manhã”.
- “Chovia demais nesse período do ano”.
Tipos de predicado
Predicado verbal
Trata-se do tipo de predicado em que o núcleo está centrado num verbo transitivo ou intransitivo. Isso significa que o dado relacionado ao sujeito se encontra nos verbos.
Exemplo: “As crianças cresceram rápido”.
Predicado nominal
É aquele formado por um verbo de ligação e pelo predicativo (adjetivo) do sujeito.
Exemplo: “O pintor está doente”.
Predicado verbo-nominal
Possui dois núcleos: verbo transitivo ou intransitivo + predicativo do sujeito ou do objeto.
Exemplo: “O filho afastou-se triste dos pais”.
Agora você já conhece a diferença entre sujeito e predicado. Para conferir mais conteúdos como este e dicas para o Enem e o vestibular, acesse outros posts do blog Hexag!



